Na ideia base de concepção desta nova sede está uma ligação forte ao mundo naútico. A morfologia das coberturas e paredes inclinadas dos edifícios principais, é uma referência ao casco de uma embarcação típica.
 
Os muros de betão, provocam uma contenção da própria construção, ao mesmo tempo que em ligação com os edifícios, dão origem a espaços semipúblicos, que se abrem para o exterior através dos elementos verticais da vedação e dos vãos redondos, que fazem lembrar escotilhas.
 
Fazendo uso de diversas materialidades, nomeadamente o deck de madeira, o viroc com uma velatura oxidada, e o betão à vista, pretendem-se estabelecer analogias com elementos da própria vivência náutica, como são o deck dos navios, o aço enferrujado de grandes embarcações ou o betão dos molhes e cais de encosto.
 
A dispersão da construção dentro da implantação delimitada pelas paredes/muro, permite também sugerir a noção de acampamento escutista. Da implantação proposta, resultam três espaços exteriores distintos, sendo que o de maior dimensão permite variadíssimas utilizações, como sejam a reunião do agrupamento, formaturas, trabalhos nas embarcações, etc. No caso dos espaços mais reduzidos, estes permitem por exemplo, a reunião de pequenos grupos de trabalho.
 
Relativamente aos edifícios, estes dividem-se em três unidades, cada uma com uma utilização específica.
O edifício de maiores dimensões serve a função de base para arrumação das embarcações e materiais náuticos.
 
O edifício central tem a função de balneário e arrumos, estando capacitado para receber pessoas com acessibilidade condicionada.
Por último o edifício polivalente, que como o nome indica, tem uma utilização polivalente, permitindo ser usado para diversos fins, como por exemplo reuniões, formações, eventos, pernoita de escuteiros em acantonamento, etc. 
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